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GOLPISTA

Militante de extrema direita do Chega aplicou golpes em mulheres, além de enganar imigrantes

A vigarista Mafalda Guerra Livermore Foto: RTP

13 de março de 2026 - 22h35

Da redação

Investigação da RTP, a TV pública de Portugal, revela que Mafalda Guerra Livermore, militante do Chega, partido de extrema direita português, é mais uma vigarista do fascismo.

É acusada por pelo menos duas dezenas de mulheres de terem sido enganadas por ela, quando estavam vivendo processos de rompimento de relacionamentos afetivos.

Essas mulheres compartilhavam suas angústias em grupos nas redes sociais.

Sorrateiramente, Mafalda se aproximava delas e oferecia seus serviços advocatícios.

Na internet, ela se dizia criminologista formada pela Universidade Metropolitana de Londres.

Mais uma mentira entre tantas contadas por ela ao longo de sua trajetória de golpes.

Na Inglaterra, trabalhou como segurança.

Entrou na Faculdade de Direito em uma universidade privada de Lisboa apenas no ano passado, apesar de oferecer serviços na área há anos.

O golpe consistia em atrair as vítimas para seu escritório em uma zona nobre de Lisboa, que ela dividia com uma sócia estagiária de Direito.

Dizia que estudariam os casos. Posteriormente, ela  entrava em contato e afirmava que só poderiam avançar com os processos mediante  pagamento.

As vítimas pagavam, e as defesas nunca eram realizadas.

Mas seus golpes não se restringiram apenas às mulheres que atravessavam situação de divórcio.

A militante de extrema direita também enganou imigrantes.

Proprietária de imóveis degradados, transformou-os em cubículos inabitáveis.

Por um espaço com menos de oito metros quadrados ela cobrava o equivalente a mais de sete mil reais.

Um dos imigrantes pagou aluguel e caução adiantados esperando pelas obras que ela disse que iria fazer no local.

A reforma não foi feita e a beliche onde o imigrante iria dormir ficava praticamente colada ao teto, impedindo que ele pudesse se sentar na cama.

Percebendo que havia sido enganado, disse que não poderia morar naquele local e pediu o dinheiro de volta.

A militante do Chega nunca devolveu a quantia.

Mais um golpe entre tantos imigrantes lesados por ela.

Traiçoeiros

O Chega é o partido que faz campanha sistemática contra os imigrantes.

Valendo-se disso e por saber que os ilegais não podem denunciá-la, avançava nos golpes.

O irmão dela também tem imóveis nessa situação, mas nem ele nem Mafalda dão a cara para os inquilinos.

Quem lida com eles é Silvia Paixão, também do Chega, que Mafalda colocou como intermediária para receber os aluguéis.

A vigarice de Mafalda atinge também proprietários.

Comprou uma chácara a um homem, que ao vender o imóvel não mandou cortar a energia elétrica na confiança de que ela iria transferir para seu nome as futuras contas.

A golpista manteve a energia no nome do antigo dono e não pagou nenhuma conta desde então.

O prejuízo do homem gira em torno de oito mil e quinhentos reais na conversão do euro.

Com a falta de pagamento das contas, a empresa acabou por contar a eletricidade na propriedade.

Descaradamente, Mafalda foi à rede social reclamar que a companhia de energia havia cortado o fornecimento de seu imóvel devido a dívidas do antigo proprietário.

O histórico golpista não foi suficiente para impedi-la de assumir cargo na administração dos Serviços Sociais da Prefeitura de Lisboa.

Foi exonerada agora que o escândalo se tornou público.

Enquanto esteve no cargo recebia o equivalente a mais de vinte e quatro mil reais.

O namorado, Bruno Mascarenhas, ex-candidato a prefeito de Lisboa pelo Chega, é secretário municipal da cidade na administração do direitista Carlos Moedas.

Mascarenhas foi condenado recentemente por ter xingado a ex-mulher de prostituta. Ele também foi acusado de violência doméstica contra o filho, mas esse processo foi arquivado.

O Chega é permeados por escândalos, que vão de parlamentar ladrão de malas em aeroportos, a pedófilos e agressores de mulheres.

Isso é a extrema direita em Portugal. E no mundo…


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