Caminhada do Silêncio ocorre neste domingo, 29, em SP, para denunciar violência de Estado e defender democracia
28 de março de 2026 - 10h01
Da redação
Ativistas de direitos humanos e ex-presos políticos voltam a ocupar as ruas de São Paulo neste domingo, 29, na Caminhada do Silêncio, em defesa da democracia e para denunciar a violência de Estado que ocorreu durante a ditadura militar e que persiste até hoje.
A manifestação tem concentração agendada para as 16h, em frente ao 36° Distrito Policial, onde funcionou o DOI-Codi, principal centro de tortura nos Anos de Chumbo, na rua Tutoia, 921, no Paraíso, na zona sul da capital paulista.
Com o mote “Aprender com o passado, para construir o futuro”, a passeata sairá às 17h, em direção ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, localizado em frente ao Parque Ibirapuera, na avenida Pedro Álvares Cabral, próximo ao portão 10, para marcar a luta por memória, verdade, justiça e reparação.
O ex-presidente da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, Adriano Diogo, é um dos que está convocando para o ato.
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A 6ª Caminhada do Silêncio é organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, que reúne mais de 30 entidades, capitaneadas pelo Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política.
Representantes da Anistia Internacional, ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Comissão Justiça e Paz, Comissão Arns, Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, do Grupo Tortura Nunca Mais, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e de movimentos de familiares de vítimas da violência de Estado são aguardados na manifestação.
A atividade cultural do ato conta ainda com a participação de João Suplicy, Thobias da Vai-Vai e Raissa Spada.



