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PORTUGAL

Em primeiro lugar, António Seguro, do PS, vai ao 2° turno com fascista, André Ventura, do Chega, na disputa pela Presidência

O candidato do PS, António José Seguro Foto: Reprodução rede social

18 de janeiro de 2026 - 19h36

Por Lúcia Rodrigues

António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, o Partido Socialista, e o fascista André Ventura, do Chega, estão no segundo turno da eleição para presidente de Portugal.

Seguro conquistou 31,1% dos votos e Ventura, 23,5% na eleição deste domingo, 18. A abstenção registrada ficou em 47,3%.

Em sua terra natal, Penamacor, o candidato socialista obteve 71,3% da votação.

Ventura venceu na Madeira, no Algarve e exterior. E ficou em terceiro em Lisboa e no Porto.

O grande derrotado da noite foi o direitista PSD, do candidato Luís Marques Mendes apoiado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

Ambos declararam que não vão apoiar nem Seguro nem Ventura.

Marques Mendes chegou a ocupar o primeiro lugar nas pesquisas durante a campanha, mas terminou derrotado na quinta colocação com 11,3%.

“Vamos ter uma nova direita em Portugal”, alfinetou Ventura após o resultado das urnas o colocarem no segundo turno.

E aproveitou para aprofundar a polarização da eleição. “É hora de liderar a direita para evitar um socialista em Belém.”

Mas ao que tudo indica, a eleição será muito dura para Ventura, porque o eleitor português deve optar por Seguro contra o fascismo.

Resultados

João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro, com 16%. E o almirante Henrique Gouveia e Melo, na quarta colocação, obteve 12,4%.

Ambos não endossaram o voto em nenhum dos candidatos que passaram ao segundo turno.

Cotrim de Figueiredo ainda culpou Montenegro por sua derrota, por ter apoiado Marques Mendes ao invés de ter optado por ele.

Em sexto, a candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, registrou 2,1% da votação, e já indicou voto em Seguro.

Na sequência, o candidato do PCP, o Partido Comunista Português, António Filipe, ficou com 1,6% dos votos.

Jorge Pinto, do Livre, com 0,7%, declarou voto em Seguro.

Esta é a primeira vez depois de quatro décadas, que os portugueses irão escolher o presidente da República em uma eleição de segundo turno, marcada para 8 de fevereiro.

A última vez que isso ocorreu foi em 1986, quando Mário Soares, do PS, derrotou Diogo Freitas do Amaral, do direitista CDS, Centro Democrático Social.


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