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TRAMA

Grupo neonazista português com militantes do Chega que preparava ações contra muçulmanos pede voto em Ventura

André Ventura, entre Michelle e Eduardo Bolsonaro Foto: Reprodução

22 de janeiro de 2026 - 18h42

Da redação

O grupo neonazista português 1143, referência ao ano da fundação de Portugal, preparava pelo menos duas ações para provocar a fúria da comunidade muçulmana e gerar reações negativas.

A trama foi descoberta e desmantelada pela Polícia Judiciária, equivalente à Polícia Civil no Brasil, que prendeu 37 neonazistas integrantes do grupo, entre eles um policial, um militar da Força Aérea e pelo menos três militantes do Chega.

O Ministério Público ressalta que o plano teria sido urdido na cadeia no final do ano passado e seria colocado em prática a partir de fevereiro deste ano.

O arquiteto da trama seria Mário Machado, líder do grupo, que está preso por crime de ódio contra mulheres de partidos de esquerda, após ter defendido a prostituição forçada destas.

Na ação a ser colocada em marcha, nazistas divulgariam um vídeo associando Maomé, figura sagrada na religião islâmica, à pedofilia.

A rede social X seria a plataforma para a difusão da mentira.

As imagens também seriam enviadas para os veículos de imprensa para que se transformassem em notícia.

O segundo ataque estava marcado para uma manifestação em Coimbra em 10 de junho, Dia de Portugal, onde uma bandeira traria a imagem de Maomé de turbante e com uma bomba.

O objetivo era provocar reações violentas dos muçulmanos que vivem em Portugal e assim pressionar por suas deportações.

O grupo neonazista 1143 pede abertamente voto em André Ventura, do Chega, para a Presidência de Portugal, que terá eleição em segundo turno no dia 8 de fevereiro. O candidato é ferrenho opositor dos imigrantes.

“Somos um grupo apartidário e aclubístico mas, neste momento (Ventura) é a única opção que temos para combater o socialismo!”, publicou na rede social.

A ação policial que desmantelou o plano, prendeu pelo menos três militantes do Chega que já disputaram eleições pela legenda ultradireitista.

O 1143 surgiu no início dos anos 2000 a partir de uma torcida organizada do Sporting de Lisboa, um dos principais clubes de futebol de Portugal.

Foi nesse time que o Cristiano Ronaldo se destacou como craque para o mundo.

Os neonazistas, por orientação de Machado, também estariam se preparando, de acordo com as autoridades, para ações paramilitares.


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