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REFERÊNCIA

Geógrafo baiano Milton Santos completaria 100 anos neste domingo, 3; USP realiza seminário em sua homenagem esta semana

O professor Milton Santos em frente ao prédio da Geografia e História da USP, na Cidade Universitária Foto: Jorge Maruta/USP Imagens

03 de maio de 2026 - 11h38

Da redação 

O geógrafo Milton Santos, baiano de Brotas de Macaúbas, região da Chapada Diamantina, neto paterno de escravo, completaria 100 anos neste domingo, 3.

Professor titular de Geografia da USP, revolucionou a área ao inserir no estudo a influência do território nas relações humanas.

Para lembrar o centenário de um dos maiores geógrafos do país e do mundo, o IEB-USP, Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, promove o Seminário Internacional Milton Santos 100 Anos – Um Geógrafo do Século XXI, nesta semana, de segunda, 4, a sexta-feira, 8 (confira programação abaixo).

O evento vai ocorrer no Espaço Brasiliana, localizado na rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, no Butantã,  na zona oeste da capital paulista, e também será transmitido pelo canal do IEB no YouTube.

Em sua trajetória acadêmica, Santos conquistou o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, considerado o “Prêmio Nobel” da área, além de receber 14 títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por universidades do Brasil e do exterior.

Curiosamente, não fez graduação em Geografia.

Formou-se em Direito na UFBA, a Universidade Federal da Bahia, em 1948, mas nunca exerceu a profissão.

Era apaixonado pela Geografia desde os tempos de colégio.

Rumou para a área no doutorado que fez na Universidade de Estrasburgo, na França, onde defendeu tese em 1958.

Além de geógrafo, Santos também exerceu o jornalismo no jornal A Tarde, de Salvador. Nessa função cobriu a visita do então candidato a presidente da República, Jânio Quadros, a Cuba, em 1960.

Eleito, Jânio o nomearia como subchefe da Casa Civil na Bahia, em 1961.

Se exilaria após o golpe militar de 1964. E permaneceria no exílio por 13 anos, vivendo em países como Estados Unidos, Peru e Nigéria.

Voltou ao Brasil em 1977. E em 1984 ingressou na USP como professor titular.

Publicou mais de 40 livros, em português, francês, espanhol e inglês.

Nesta quarta, 6, às 18h, durante o Seminário Internacional, será lançado A Bahia nos Anos 1950, uma coletânea de 10 textos publicados por Santos no início da carreira, agora reunidos na brochura.

A obra, editada pela Edusp, a Editora da Universidade de São Paulo, tem 378 páginas e custa R$ 60.

O livro é o 20º e último volume da Coleção Milton Santos da Edusp, criada para celebrar o centenário do geógrafo, que faleceu em 2001.


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