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INJUSTIÇA

Presidente do PSTU é condenado a dois anos de prisão por defender fim do Estado genocida de Israel

Zé Maria participa de manifestação em defesa da Palestina na capital paulista Foto Sérgio Koei

06 de maio de 2026 - 22h47

Da redação

O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, por ter defendido o fim do Estado sionista de Israel, em 2023, durante discurso contra o genocídio de palestinos praticado pelas forças de repressão israelenses em Gaza.

A sentença do juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, do último dia 28, acatou o processo movido pela Conib, a Confederação Israelita do Brasil, e a Fisesp, Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidades sionistas que apoiam o governo de Benjamin Netanyahu.

O PSTU vai recorrer da decisão judicial.

Um abaixo-assinado que circula na internet também pede a absolvição de Zé Maria. Para assinar a petição, clique aqui.

Vários parlamentares de partidos de esquerda se solidarizaram com o dirigente.

As centrais sindicais também divulgaram uma nota conjunta em que repudiam a condenação e destacam que a sentença contra Zé Maria se soma a ações judiciais movidas pela Conib contra o jornalista Breno Altman, os militantes da Frente Palestina de São Paulo, Soraya Misleh, Mohammad El Kadri, Rawa Al-Sagheer  e o espaço palestino Al Janiah.

“A decisão representa um grave ataque à liberdade de expressão e um cerceamento da solidariedade internacional. A condenação se insere em um contexto mais amplo de perseguição a vozes que denunciam o que classificam como genocídio do povo palestino”, diz trecho da nota, que pede a revisão da sentença.

Zé Maria foi dirigente da CUT e da CSP-Conlutas.

Perseguido pela ditadura militar quando era liderança sindical dos metalúgicos, chegou a ser preso pelo regime ditatorial.

Sua condenação preocupa, porque antecipa na prática o projeto da deputada federal Tábata Amaral, apelidado de PL da Mordaça, por enquadrar críticas a Israel como antissemitismo. A propositura da parlamentar é apoiada pela Conib.


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