Morre dormindo, em São Paulo, Vladimir Sacchetta, referência da esquerda brasileira
15 de maio de 2026 - 16h25
Da redação
Formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco da USP e em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, morreu, em São Paulo, aos 75 anos, o jornalista Vladimir Sacchetta, importante referência da esquerda brasileira.
Segundo sua filha, a documentarista Paula Sacchetta, Vladimir passou mal durante a noite, adormeceu e morreu dormindo.
O velório vai ocorrer neste sábado, 16, das 10h às 12, no Galpão do MST, na alameda Eduardo Prado, 474, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
De lá, segue para a cerimônia de cremação na Vila Alpina, na avenida Francisco Falconi, 437, no Jardim Avelino, na zona leste da cidade.
Pesquisador nato, chefiou entre 1978 e 1982 a pesquisa da coleção Nosso Século, da então Abril Cultural, sobre a história do Brasil contemporâneo que trazia textos jornalísticos, além de imagens documentais.
Sacchetta também organizou o livro póstumo de Florestan Fernandes, A contestação necessária: perfis intelectuais de incorformistas e revolucionários, que venceu o Prêmio Jabuti na categoria Ensaio, em 1995.
Maior especialista do país em Monteiro Lobato escreveu em parceria, Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, também ganhador do Jabuti na categoria Ensaio e Biografia.
Neto de italianos anarquistas e filho do lendário trotskista, o jornalista Hermínio Sacchetta, também deu suporte com suas investigações históricas a obras como Olga, de Fernando Morais, e a série de livros sobre a ditadura militar, de Elio Gaspari.
Produziu inúmeras obras sobre a temática da memória, verdade e justiça e o papel da mídia alternativa na ditadura militar.
Produtor cultural desde meados dos anos 1980, participou na organização de várias publicações na área.



