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CRIME

Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar; acidente de carro foi provocado, conclui Comissão Especial

Destroços do automóvel do ex-presidente Juscelino Kubitschek na Dutra Foto: Reprodução

29 de maio de 2026 - 19h17

Por Lúcia Rodrigues

O ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar.

Essa é a conclusão da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que constatou que o desastre em que ele e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram na rodovia Dutra não foi um acidente.

A presidente da Comissão, Eugênia Gonzaga, antecipa que será formalizado um pedido público de desculpas do Estado brasileiro ao motorista da Cometa, Josias Nunes de Oliveira, acusado de ter provocado o desastre em que morreram o ex-presidente e seu chofer.

“Foi vítima de uma calúnia (da ditadura). Ele já foi absolvido na justiça criminal, mas não pela história. Precisa de ter sua honra reestabelecida”, frisa Eugênia, ao destacar a importância do pedido público de desculpas.

Ela afirma que a colisão traseira entre o ônibus e o carro de JK nunca existiu.

E explica que um conjunto de evidências apontaram que o automóvel em que ele viajava teria sido sabotado, antes de pegarem a estrada.

Outra evidência apontada por Eugênia, revela que o motorista de Juscelino também não estaria consciente instantes antes do desastre.

“O motorista de um caminhão (que trafegava na Dutra) viu que o motorista dele estaria desacordado.”

A presidente da Comissão destaca ainda a velocidade com que autoridades do regime ditatorial chegaram ao local do desastre, em Resende, município do Estado do Rio, que fica a mais de 160 quilômetros da capital fluminese e a quase 270 quilômetros da capital paulista.

“Chegaram 20 minutos depois”, enfatiza.


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