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LUTA DE CLASSES

Trabalhadores portugueses participam de greve geral contra ataques a direitos por patrões e governo de direita

O setor de transportes é um dos que mais aderiu à greve geral Foto: Paulo Novais/Lusa

02 de junho de 2026 - 23h04

Da redação

Desde a meia noite desta quarta-feira, 3, (20h desta terça, 2, pelo horário de Brasília) trabalhadores portugueses ligados à CGTP, a Central Geral dos Trabalhadores Portugueses, deflagraram uma greve geral de 24 horas contra o pacote laboral que ataca direitos trabalhistas.

A precarização e facilitação à demissão sem justa causa, desregulação dos horários de trabalho, assim como o ataque aos direitos de maternidade e paternidade com a introdução de horários flexíveis, são alguns dos principais pontos da ofensiva que levaram à greve geral.

Os patrões, apoiados pelo governo de direita, querem, por exemplo, que o pagamento de horas extras por serviço noturno passe a valer a partir das 22 horas e não das 20 horas, como é atualmente.

Além dos transportes e das indústrias, o setor de serviços público e privado, como saúde, educação, comércio e rede hoteleira participam da paralisação com forte adesão, segundo a direção da CGTP.

Oito sindicatos da UGT, a União Geral dos Trabalhadores, central sindical que não bate de frente com patrões e governo, aderiram à greve geral convocada pela CGTP.

Assista a seguir três vídeos do PCP, o Partido Comunista Português, com inserções direto dos locais de greve e entrevistas com analistas e lideranças sindicais.

 

 

Veja também o panfleto da CGTP com as principais reivindicações da greve geral.

 

 


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