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MEMÓRIA

Morre Taty Almeida, líder das Mães da Praça de Maio e ícone na busca pelos desaparecidos políticos da ditadura argentina

Taty Almeida, presidente da Associação das Mães da Praça de Maio Foto: Reprodução

15 de junho de 2026 - 10h46

Da redação

Faleceu neste domingo, 14, em Buenos Aires, na Argentina, aos 95 anos, a presidente da Associação das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, Taty Almeida, uma das vozes mais importantes na busca pelos desaparecidos políticos da ditadura militar argentina.

Assim como as demais Mães da Praça de Maio que tiveram os filhos assassinados pelo regime militar, a professora Taty se engajou na luta contra o terrorismo de Estado, após o sequestro e desaparecimento do filho, Alejandro Martín Almeida, aos 20 anos de idade.

Ele cursava o primeiro ano de Medicina na Universidade de Buenos Aires, quando foi levado pela Triplice A (Aliança Anticomunista Argentina).

No último dia 24 de março, que marcou os 50 anos do golpe militar na Argentina, Taty agradeceu à Equipe Argentina de Antropologia Forense pela atuação na identicação das vítimas da repressão militar e ressaltou que não queria morrer antes de encontrar os restos mortais do filho.

Não deu tempo.

Após cinco décadas, o nome de Alejandro continua engrossando a imensa lista de desaparecidos políticos na Argentina.

Na ocasião, Taty também lembrou que só restavam três mães, das fundadoras dessa luta.

Agora, restam duas.

Mas a luta por memória, verdade e justiça continua a ser levada por novas gerações.

Todas as quintas-feiras, desde 1977, ocorre ininterruptamente na Praça de Maio, no centro da capital argentina, em frente à Casa Rosada, sede da Presidência da República, a marcha das Mães da Praça de Maio, para denunciar a violência da ditadura militar e atuar para que nunca mais volte a ocorrer.

“Temos a responsabilidade de continuar a contar a história para que nunca se repita; de continuar a gritar alto e claro: ‘Nunca Mais’; de defender a memória, a verdade e a justiça, como você nos ensinou”, diz trecho do texto divulgado pelas Madres de Plaza de Mayo – Línea Fundadora, em sua rede social.


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