Familiares de mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar recebem certidões de óbito retificadas no Rio de Janeiro
30 de junho de 2026 - 22h15
Da redação
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos realizaram nesta terça-feira, 30, no auditório do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no centro do Rio de Janeiro, a 8ª cerimônia de entrega de certidões de óbito retificadas para parentes de vítimas da ditadura militar.
Na solenidade foram disponibilizados 95 atestados para serem entregues às famílias, entre elas as do comandante da Guerrilha do Araguaia, Maurício Grabois, a do jornalista e dirigente do PCBR, Mário Alves, e a dos estudantes Stuart Edgar Angel Jones e Edson Luiz de Lima Souto, executado pela repressão dentro do restaurante Calabouço, no Rio, em 28 de março de 1968.
Nas sete solenidades anteriores já foram entregues 158 documentos, em que é destacado que as mortes ocorreram pela violência do Estado ditatorial.
Belo Horizonte foi a primeira cidade a sediar a cerimônia, em agosto do ano passado. Na sequência, vieram São Paulo, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife e Natal.
A entrega das certidões de óbito corrigidas para familiares de mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar é uma das recomendações da Comissão Nacional da Verdade.



