Técnico do Egito encara sionistas ao final do jogo; já tinha erguido bandeira palestina na partida de 16 avos
07 de julho de 2026 - 22h29
Da redação
A derrota do Egito para a Argentina nesta terça-feira, 7, após estar vencendo a partida das oitavas de final da Copa do Mundo por 2 a zero, não foi apenas uma perda dentro de campo.
Os palestinos perderam também um forte aliado fora do gramado.
O técnico da seleção egípcia, Hossam Hassan, ex-centroavante e maior artilheiro da equipe, transformou-se em uma importante voz no Mundial, na denúncia do genocídio praticado por Israel contra os palestinos.
Ao sair de campo ao final do jogo, não exitou em confrontar sionistas que balançavam uma bandeira de Israel para afrontá-lo após a derrota.
Na coletiva de imprensa antes da partida, Hassan havia clamado para que as pessoas se posicionassem ao lado dos palestinos.
“Se existe alguém no mundo que não sinta (empatia) pelo povo palestino, não é um ser humano de verdade. Não importa se é árabe, americano, europeu ou de qualquer outro lugar.” E fez o apelo: “Imploro que deixem o povo palestino viver”.
O técnico egípcio já havia erguido a bandeira palestina em campo ao final da partida com a Austrália, quando o Egito se classificou para as oitavas de final.
Nesta terça, enquanto o país se preparava para entrar em campo e avançar para as quartas de final, o compatriota Mohamed Fawaz al-Wahidi, diretor de Relações Públicas do Comitê Egípcio em Gaza, era executado em um ataque no bairro de al-Sabra, na Faixa de Gaza.
“No que parece uma retaliação as manifestações pró-Palestina da Seleção Egípcia”, crava a Fepal, Federação Árabe Palestina do Brasil, em sua rede social.
Veja a seguir as manifestações de Hassan durante a Copa e conheça o egípcio executado.
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