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TERRORISMO

Sequestro de ativistas da Flotilha que levava mantimentos e remédios para Gaza, amplifica face nazista de Israel

Foto: Divulgação Global Sumud Flotilla

02 de outubro de 2025 - 10h11

Por Lúcia Rodrigues

Israel se arvora no direito de ser o xerife do território palestino por terra, mar e ar. Além do monstruoso genocídio praticado diariamente contra a população de Gaza, também reprime quem se coloca ao lado das vítimas e contra seu arbítrio nazista.

Sim, nazista! Não há outra definição para o tratamento dado a palestinos em Gaza, mais recentemente, mas também em toda a Cisjordânia desde 1948, quando começou a promover uma limpeza étnica, que ficou conhecida como Nakba, ou catástrofe na tradução para o português.

Hoje, Gaza é o Gueto de Varsóvia dos anos 1940. E os palestinos, os judeus perseguidos e executados pelos soldados de Hitler nas câmaras de gás, atualmente adaptadas para o sufocamento causado pelos bombardeios a escolas e hospitais.

Segundo dados da ONU, quase 70% das vítimas palestinas são mulheres e crianças. O nazissionismo não poupa ninguém.

A Unicef calcula uma média de 28 crianças mortas por dia por soldados israelenses. A mais jovem tinha apenas um dia de vida. Muitas delas são executadas com tiros na cabeça, no peito e nas costas.

Alguns podem questionar como um povo que já viveu o calvário, pode impô-lo a outras pessoas. Aí é que está a questão. Não é o povo judeu que impõe o genocídio aos palestinos, mas os sionistas israelenses, que também são judeus.

Não dá para culpar o todo pela parte. Há muitos judeus no Brasil e espalhados pelo mundo a erguerem  suas vozes contra o genocídio israelense praticado em Gaza. Veem nele os horrores que seus antepassados viveram nas mãos dos nazistas alemães.

Até mesmo os corpos esqueléticos esculpidos à força pela fome imposta pelos genocidas israelenses têm semelhança com os de milhares de judeus capturados pelos soldados nazistas durante a Segunda Guerra.

Infelizmente, a história se repete de maneira vil mais de 80 anos depois. Mas desta vez não há um Exército Vermelho para libertar as vítimas do Holocausto do século 21.

Por isso, iniciativas como as dos ativistas que integram as flotilhas que denunciam ao mundo o genocídio israelense devem ser aplaudidas.

Mulheres e homens colocam seus corpos em risco para mostrar que é possível interromper o massacre de um povo.

É por isso que Israel reage sempre de maneira truculenta quando uma flotilha se aproxima de Gaza, interceptando seus barcos ainda em águas internacionais.

Em 2010, na madrugada de 31 de maio, soldados israelenses também fizeram vítimas fatais na 1ª Flotilha da Liberdade que tentava chegar a Gaza com ajuda humanitária. Mataram nove pessoas na embarcação, oito ativistas turcos e um estadunidense de origem turca.

Quinze anos depois, Israel volta a atacar a maior expedição já realizada rumo à Gaza. Felizmente, pelo que se sabe até agora sem vítimas fatais tanto nos bombardeios por drones como no assalto aos barcos pelas tropas sionistas do Exército de Israel, que ironicamente se intitulam como Forças de Defesa…

Entre os sequestrados, estão dois amigos: Magno de Carvalho e Mohamad El Kadri. Cheguei a conversar com Magno quando ele se deslocava em mar aberto. Sempre me mandava atualizações da jornada até Gaza.

Ontem, quando liguei para ele e Kadri, nenhum dos celulares completaram, só chamavam. Já estavam sob o poder do Estado sionista.

Em 2015, nós três viajamos com mais um grupo de ativistas para a Palestina. Nossa meta era chegar a Gaza por terra. Fomos demovidos do objetivo pela autoridade brasileira em Ramallah, que nos advertiu que seriamos mortos se tentassemos furar o bloqueio.

Kadri, inclusive, nem conseguiu participar dessa reunião com o representante do Brasil, foi barrado pelos sionistas em nossa entrada por Allenby Bridge, o checkpoint (posto de controle) na fronteira com a Jordânia.

Ter nome de origem árabe é motivo de impedimento para Israel dar o aval para se entrar em território palestino.

Ao contrário de qualquer nação soberana, não é a Autoridade Palestina que controla o fluxo em suas fronteiras, mas sim Israel.

Assim como não são os palestinos que controlam as centenas de checkpoints fixos ou móveis dentro de seu país. Só passa pelo posto de controle quem os soldados israelenses deixarem.

Essas e outras agressóes infames dos sionistas contra os palestinos que presenciei durante minha estadia na Cisjordânia, eu conto no próximo artigo.

Agora é pressionar pela libertação de todos os ativistas presos e pelo fim do genocídio em Gaza.

Segue abaixo a relação com os nomes dos brasileiros que estavam nos barcos interceptados por Israel.

  • Ariadne Catarina Cardoso Teles
  • Bruno Sperb Rocha
  • Gabrielle Da Silva Tolotti
  • Lisiane Proença Severo
  • Lucas Farias Gusmão
  • Luizianne De Oliveira Lins
  • Magno De Carvalho Costa
  • Mariana Conti Takahashi
  • Mohamad Sami El Kadri
  • Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil)
  • Thiago de Ávila e Silva Oliveira

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