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MEMÓRIA

Uruguaios lotam ruas de Montevidéu para saber onde estão desaparecidos políticos mortos pela ditadura militar; vídeos

Cartazes com os rostos dos desaparecidos políticos mortos pela ditadura militar abrem a Marcha, que também teve a projeção de retratos das vítimas em prédios Foto: Reprodução frame video

23 de maio de 2026 - 07h37

Da redação

Milhares de uruguaios voltaram a ocupar as ruas de Montevidéu na última quarta, 20, na Marcha do Silêncio, que marcou os 30 anos da luta pela localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos assassinados pela ditadura militar, que vigorou no país entre 1973 e 1985. Mais uma vez a manifestação foi gigantesca.

Organizada pela Associação de Mães e Familiares de Uruguaios Presos e Desaparecidos e com o slogan “Contra a impunidade de ontem e hoje, exigimos respostas”, a passeata contou, inclusive, com o apoio de expoentes do mundo esportivo, que gravaram vídeo em que cobram a localização dos corpos dos atletas mortos e desaparecidos pelo regime ditatorial.

O ex-técnico da seleção uruguaia de futebol, Óscar Tabárez, os jogadores do Peñarol, principal clube uruguaio, Lucas Hernández e Washington Aguerre, além de mais atletas do futebol, basquete, handbol, atletismo e até lutadores de boxe e MMA aparecem no vídeo (veja abaixo) para lembrar os esportistas que foram vítimas da ditadura.

Óscar Tabárez com o cartaz de Adalberto Soba, jogador desaparecido pela ditadura Foto: Lorena Soria/Atletas pela Memória

Mais de 50 anos após golpe militar no Uruguai, os restos mortais de 205 presos políticos continuam desaparecidos.

Até hoje, apenas oito foram identificados.

A Marcha pressiona para que o governo uruguaio exija que as Forças Armadas entreguem os arquivos sobre os desaparecidos políticos. Esses documentos ainda estariam em unidades militares.

Os manifestantes também pedem o fim da impunidade e a responsabilização dos torturadores e assassinos da ditadura militar.

Além de Montevidéu, o ato também ocorreu em outras cidades do país.

Confira ainda o vídeo da Marcha e o da reportagem da Telesur sobre a manifestação.

 

 

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