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RESISTÊNCIA

Favela do Moinho faz audiência popular contra criminalização da luta por moradia

Vista parcial da Favela do Moinho Foto: Divulgação

18 de outubro de 2025 - 11h54

Da redação

Com o lema Ainda Estamos Aqui, moradores da Favela do Moinho, localizada nos Campos Elíseos, no centro da capital paulista, realizam neste sábado, 18, a partir das 17h, uma audiência popular para buscar apoio na luta por moradia digna.

Ameaçadas de despejo pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já mandou demolir várias habitações, as famílias buscam o apoio da sociedade civil para conter o ataque.

Encravada entre as vias férreas das linhas 10 (Turquesa) da CPTM e 8 (Diamante) da Via Mobilidade, a localização do terreno de um moinho industrial desativado atraiu pessoas de baixa renda no final do anos 1980, na busca por empregos na região central de São Paulo.

Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a Universidade de São Paulo, é um dos nomes aguardados para a audiência, que também vai reunir o advogado e dirigente da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Benedito Roberto Barbosa, e a coordenadora do Movimento Mães de Maio, Débora Silva.

No encontro, os moradores pretendem lançar o Comitê de Defesa do Moinho e pela Libertação das Pessoas Presas.

Alguns de seus moradores que lutam por direitos foram presos, entre elas a líder comunitária do Moinho, Alessandra Moja.

Representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo, também é aguardado na reunião.

Entre as reivindicações que devem ser apresentadas pelos moradores estão a suspensão das demolições das moradias, a retirada do entulho gerado pela derrubada de habitações pelo governo do Estado, além da libertação dos presos.


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