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REPRESSÃO MILITAR

Filhos de vítimas da ditadura argentina denunciam que condenados à prisão perpétua votaram neste domingo

O então oficial da Marinha Miguel Ángel Garcia Velasco quando torturava presos políticos na Esma durante a ditadura militar argentina Foto: Arquivo

27 de outubro de 2025 - 16h12

Da redação

Denúncia dos Hijos Capital  em sua rede social alerta que repressores que atuaram na Esma, a Escola Mecânica da Armada, o principal centro de tortura da ditadura militar argentina, e condenados à prisão perpétua votaram na eleição legislativa deste domingo, 26.

“Enquanto nossos familiares continuam desaparecidos, enquanto genocidas mantêm seus pactos de silêncio e se negam a dizer onde estão (os mortos), há assassinos, violadores, torturadores, apropriadores e sequestradores que podem votar”, diz trecho do texto divulgado pela entidade que reúne filhos de vítimas da ditadura argentina.

Um dos repressores é Miguel Ángel Garcia Velasco, ex-oficial da Marinha, condenado à prisão perpétua, em 2017, por crimes de lesa-humanidade.

O genocida conseguiu converter a pena para prisão domiciliar, e vem conquistando sucessivas vitórias na justiça desde então.

Foi autorizado a realizar caminhada três vezes por semana. E mais recentemente teve a permissão do Tribunal Oral Federal para assistir a missas, apesar da oposição do Ministério Público. 

O procurador Félix Crous solicitou que o torturador acompanhasse as celebrações pela internet ou pedisse que a hóstia fosse entregue em casa. Não foi atendido pelo Tribunal.

A ditadura militar argentina matou 30 mil pessoas, milhares delas continuam desaparecidas até hoje.


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