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ATAQUE

Chanceler alemão que ficou feliz por ir embora do Brasil, fica calado sobre leilão de bens das vítimas do Holocausto

Vista parcial do campo de concentração e extermínio de Auschwitz, na Polônia Foto: Divulgação

17 de novembro de 2025 - 23h49

Da redação

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou em um evento público em seu país, que ele e os jornalistas alemães que cobriam a COP 30, em Belém do Pará, estavam felizes por irem embora do Brasil.

“Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos.”

O ataque foi transcrito e publicado pelo governo alemão.

Mais do que um ato de falta de educação, a fala reveste-se de xenofobia, que é crime.

Merz ressaltou que a Alemanha era um dos países “mais bonitos do mundo”.

Só esqueceu de dizer que esse lindo país foi governado por outro chanceler nos anos 1930 e 1940, que matou seis milhões de judeus em câmaras de gás nos campos de concentração e extermínio.

Aliás, Merz nada disse sobre o leilão de pertences das vítimas do Holocausto, que ocorreria nesta segunda-feira, 17, próximo a Düsseldorf, na região ocidental do país.

A enorme repercussão negativa fez com que a casa de leilões cancelasse o pregão com bens dos judeus.

Os brasileiros e em especial os paraenses é que respiram aliviados com a saída do chanceler alemão do solo do Brasil.


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