Kast desmantela programas de direitos humanos no Chile; plano nacional de busca por desaparecidos políticos da ditadura Pinochet é um deles
02 de abril de 2026 - 12h30
Da redação
Há pouco mais de 20 dias no cargo, o presidente de extrema direita do Chile, o fascista José Antonio Kast, já golpeou a área de defesa de direitos humanos, especialmente a ligada à memória, verdade e justiça, construída ao longo de décadas.
Demitiu a chefe do programa de direitos humanos, Paulina Zamorano, a chefe dos arquivos, Tamara Lagos, a responsável pelo Plano Nacional de Buscas, Magdalena Garcés, além de Marcelo Orellana, do departamento jurídico.
Os quatro tinham participação destacada na defesa dos direitos humanos, particularmente no período ligado à ditadura Pinochet.
Tamara realizou, por exemplo, um trabalho que cruzou informações de investigações judiciais e arquivos, para determinar o paradeiro dos presos políticos desaparecidos pela repressão militar.
Magdalena estava à frente do Plano Nacional de Busca, implementado pelo governo de Gabriel Boric como política de Estado.
Representantes de movimentos de direitos humanos prometem resistir aos ataques de Kast.
Herdeiro de Pinochet
Antes de assumir a Presidência, Kast já havia nomeado dois ex-advogados do ditador Augusto Pinochet, como ministros de seu governo.
Fernando Barros, para a pasta da Defesa e Fernando Rabat, para a da Justiça e dos Direitos Humanos, em um claro ataque às milhares de vítimas da ditadura militar que vigorou entre 1973 e 1990.
O mandato de Kast se estende até 2030.



