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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Marina faz balanço positivo da COP 30, mas lamenta falta de acordo sobre combustíveis fósseis

Vista parcial da fachada do pavilhão que sediou a COP 30 em Belém do Pará Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

22 de novembro de 2025 - 20h23

Da redação

O balanço feito pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao final da COP 30, na noite deste sábado, 22, em Belém do Pará, é o de que ocorreram avanços, apesar de não se ter chegado a um acordo sobre os combustíveis fósseis.

“São ganhos importantes, relevantes, mas temos a clareza de que não são suficientes, como é o caso do Mapa do Caminho.”

Ela frisa que serão criados dois roteiros de trabalho, para dois mapas do caminho: um de combate ao desmatamento e outro para a saída do uso de combustíveis fósseis.

“Não é mais uma proposta apresentada pelo Brasil, pelo presidente Lula, mas por dezenas de países e milhares de pessoas de todo mundo, chancelada pela comunidade científica.”

Marina enfatiza que é preciso enfrentar o problema da emissão de CO2 na atmosfera pelo uso de petróleo, carvão e gás.

“Nós até podemos zerar o desmatamento, mas as florestas irão perecer do mesmo jeito. E perecendo, nós estaremos comprometendo o equilíbrio do planeta.”

A ministra destacou ainda a importância da COP 30 ter ocorrido na Amazônia. “No coração da Floresta Tropical mais conhecida do mundo foi dado o recado.”

A presença da sociedade civil nas discussões também foi saudada por ela, que também antecipou que o financiamento a países em desenvolvimento será triplicado até 2035.

“A COP 30 foi muito, muito boa”, reforçou Andre Corrêa do Lago, presidente da Conferência.

Ele disse que as negociações sobre combustíveis fósseis continuam em junho.


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