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PORTUGAL

Apoiador de Ventura, deputado ladrão de malas em aeroportos, participa de almoço neonazista com balaclava

Miguel Arruda na Assembleia da República, o Parlamento de Portugal Foto: RTP

24 de janeiro de 2026 - 16h03

Da redação

O deputado ultradireitista Miguel Arruda que protagonizou escândalo que o tornou internacionalmente conhecido, no início de 2024, após roubar 21 malas nos aeroportos de Lisboa e Ponta Delgada, nos Açores, está novamente no olho do furacão.

Denúncia do semanário português Expresso revela que o então deputado do Chega teria participado de um almoço comemorativo do grupo neonazista 1143, no Porto, em outubro de 2024, com o rosto coberto.

Na oportunidade, o apoiador do fascista André Ventura para a Presidência de Portugal, teria usado uma balaclava para ocultar a identidade.

Ele nega a partipação no convescote neonazista, mas não esconde seu apoio e deferência ao líder do grupo, Mário Machado.

Nas redes sociais se refere ao dirigente do 1143, como preso político.

Machado está preso por crime de ódio, após defender a prostituição forçada de mulheres de esquerda.

De boné, o neonazista, Mário Machado Foto: António Cotrim/Lusa

A ligação do Chega de André Ventura, candidato que disputará o segundo turno das eleições presidenciais em 8 de fevereiro, com o grupo neonazista é cada vez mais forte.

Rui Roque, líder neonazista do grupo 1143 no Algarve, no sul do país, defendeu o voto em Ventura já no primeiro turno.

Ele já foi filiado ao Chega, mas caiu em desgraça ao defender uma moção durante o congresso do partido, em que propunha que mulheres que praticassem aborto tivessem os ovários retirados.

Roque também é um dos 37 neonazistas presos nesta semana pela Polícia Judiciária, equivalente à Polícia Civil no Brasil, por envolvimento em ações que seriam colocadas em marcha contra a comunidade islâmica em Portugal.

O neonazista Rui Roque Foto: Reprodução de sua rede social

Na trama urdida por Machado na cadeia estão envolvidos quatro militantes do Chega, um policial e um militar da Força Aérea.

O Chega tem infiltrado suas ideias nas fileiras das forças de segurança portuguesas, assim como o bolsonarismo fez no Brasil.

No início do ano passado, o deputado ladrão de malas amigo de neonazistas, resolveu se desfiliar do Chega, quando foi indiciado pelo crime, para preservar o partido das críticas.

“Passo à condição de independente única e exclusivamente para proteger o partido”, declarou Arruda à época.


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