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HISTÓRIA DA RESISTÊNCIA

Ex-preso político lança livro autobiográfico com memórias da resistência à ditadura e do exílio

Avião da Varig, no Galeão, que levou Rafael de Falco e outros 69 presos políticos para o Chile após a troca pelo embaixador suiço Foto: Divulgação

16 de novembro de 2025 - 13h33

Da redação

Minhas Vidas Interrompidas é o título que o engenheiro marxista Rafael de Falco Netto escolheu para contar  suas memórias da resistência à ditadura militar e da vida no exílio em Cuba, onde concluiu o curso de Engenharia, iniciado na Escola Politécnica da USP.

Nos anos 1960, Rafael teve intensa militância no movimento estudantil e na ALN, a Ação Libertadora Nacional, em que era quadro da frente de massas.

Presidiu o DCE-Livre da USP, o Diretório Central dos Estudantes da Universidade, a Associação dos Moradores do Crusp, o Conjunto Residencial da USP, a UEE-SP, a União Estadual dos Estudantes de São Paulo, além de ter concorrido à presidência da UNE, a União Nacional dos Estudantes, em 1968.

Por sua atividade política e estudantil foi preso três vezes. Na última, ao tentar escapar da repressão foi baleado e levado para o DOI-Codi, onde foi barbaramente torturado.

Rafael só seria libertado, ao ser banido do país, na troca com mais 69 presos políticos pelo embaixador suíço, Giovanni Enrico Bucher, em janeiro de 1971, que havia sido capturado pela VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, comandada por Carlos Lamarca.

Só voltaria ao Brasil após a anistia.

Rafael de Falco em fotos que constam do relatório do CIE sobre presos políticos banidos

Nesta terça-feira, 18, às 17h, Rafael lança seu livro, publicado pela editora Viseu, no Sophia Osteria, um restaurante com decoração em homenagem a atriz italiana Sophia Loren, localizado na rua Oscar Freire, 2.117, esquina com a rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

O restaurante foi escolhido por ser o local de encontros mensais dos companheiros que viveram com ele no Crusp.

Fac-símile da capa do livro


Comentários

Marcia

16/11/2025 - 23h26

Rafael, quantos que ainda hoje não têm noção do que foi a ditadura.
Que sua escrita chegue a muitíssimos.

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