Execuções de Bruno Pereira e Dom Phillips completam quatro anos, no Dia Mundial do Meio Ambiente
05 de junho de 2026 - 09h40
Da redação
O Dia Mundial do Meio Ambiente, nesta sexta-feira, 5, marca também os quatro anos das execuções do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, no Estado do Amazonas, quando percorriam a região com a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.
Bruno era pessoa de confiança dos indígenas e atuava como consultor da Univaja, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, e Dom o acompanhava na jornada para escrever um livro, que foi concluído por amigos dele e publicado pela Companhia das Letras no ano passado, com o título Como salvar a Amazônia: uma Busca Mortal por Respostas.

Fac-símile da capa do livro
O governo federal também criou neste ano o concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, voltado a jornalistas, repórteres fotográficos e cartunistas, entre outros que cobrem a área.
Assassinatos
Bruno e Dom foram mortos em uma emboscada com requintes de crueldade. Tiveram seus corpos esquartejados, queimados e enterrados em zona de mata fechada.
No ano passado, o Ministério Público Federal denunciou Rubén Dario da Silva Villar, o Colômbia (que na verdade é peruano), como mandante do crime e líder da organização criminosa que atuava na pesca e caça ilegais na região.
Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, e Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, foram denunciados como executores dos dois homícidios.
Todos estão presos preventivamente em presídios federais e aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri.



