Professores da USP entram em greve por reajuste salarial e apoio às reivindicações dos estudantes grevistas
26 de maio de 2026 - 07h54
Da redação
Os professores da USP, a Universidade de São Paulo, decretaram greve em assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 25.
Eles reivindicam a reabertura das negociações pelo Cruesp, o Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo, com o Fórum das Seis, que congrega entidades sindicais e estudantis das três universidades públicas paulistas, além da reabertura das negociações pela reitoria da USP com os estudantes em greve há mais de um mês.
Os docentes pedem reajuste salarial pelo IPCA (4,39%) + 3% e aumento no valor das bolsas de permanência estudantil.
Querem ainda a apuração das responsabilidades na invasão da PM à reitoria da USP, que feriu e prendeu estudantes.
A não punição e a não criminalização dos estudantes grevistas também está entre os pontos de pauta da greve dos mestres.
Uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira, 1.
O reitor, Aluísio Segurado, convocou para esta terça, 26, uma reunião do Conselho Universitário da USP, órgão de instância máxima da Universidade.
Na pauta, está a apresentação, aos membros do Conselho, da proposta de reajuste de 3,47% para docentes e funcionários técnicos-administrativos.
Os professores consideram que a estratégia adotada pelo reitor é para tenta criar um fato consumado sobre o valor do reajuste proposto e assim encerrar as negociações com as categorias.
Os estudantes realizam manifestação em frente ao Conselho Universitário a partir das 14h.
Até o momento, o Cruesp não deu resposta ao pedido do Fórum das Seis para uma nova rodada de negociação entre as partes.



