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HOMENAGEM

Jornalistas que organizaram Brasil Nunca Mais recebem Troféu Audálio Dantas nesta segunda, 8, no Sindicato

A publicação da 43° edição do Brasil Nunca Mais, comemorativa aos 40 anos de seu lançamento, ocorreu no Memorial da Resistência, no ano passado Foto: Paulo Pinto/Agência Brasi

06 de junho de 2026 - 09h08

Da redação

Jornalistas e colaboradores que participaram do projeto que resultou no livro Brasil Nunca Mais, lançado em 1985, e que permaneceu por 91 semanas consecutivas entre os 10 mais vendidos no país, várias delas em primeiro lugar, serão homenageados nesta segunda-feira, 8, às 19h, na entrega do Troféu Audálio Dantas 2026 – Indignação, Coragem, Esperança.

A publicação compilou 707 processos, distribuídos em um milhão de folhas, e revelou ao país a prática criminosa utilizada pela ditadura militar contra opositores do regime.

Brasil Nunca Mais trouxe em suas páginas relatos de vítimas torturadas pela repressão e a descrição dos instrumentos de tortura empregados para supliciá-las, além de revelar o nome de 444 torturadores e identificar 242 centros de tortura.

Realizado em sigilo absoluto durante cinco anos, teve à frente o cardeal D. Paulo Evaristo Arns e os jornalistas Frei Betto, Paulo Vannuchi e Ricardo Kotscho, além de aproximadamente 30 colaboradores.

Os três recebem o Troféu na solenidade que vai ocorrer no Auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas, na rua Rego Freitas, 530, sobreloja, na Vila Buarque, no centro da capital paulista. A homenagem a D. Paulo será in memoriam.

O jornalista Camilo Vannuchi, que lançou recentemente o livro com os bastidores do Brasil Nunca Mais, também receberá a estatueta na cerimônia.

Referência

O Troféu Audálio Dantas, entregue desde 2020, carrega o nome do ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo à época em que o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado sob tortura no DOI-Codi paulista.

Audálio teve papel de destaque nesse período à frente do Sindicato e foi um dos organizadores do ato ecumênico realizado na Catedral da Sé, que reuniu milhares de pessoas,  em memória de Herzog.

Além de D. Paulo, co-celebraram o culto, o reverendo presbiteriano Jaime Wright e o rabino Henry Sobel.

Audálio também é reconhecido por sua trajetória profissional e por ter revelado a escritora Carolina Maria de Jesus, em uma de suas reportagens.


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