USP concede título de Doutor Honoris Causa a Vladimir Herzog por unanimidade
25 de fevereiro de 2026 - 13h42
Da redação
O Conselho Universitário da USP, a mais alta instância da Universidade, concedeu por unanimidade o título de Doutor Honoris Causa in memoriam ao jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura no DOI-Codi paulista, em outubro de 1975, durante a ditadura militar.
O tributo foi proposto pela ECA, a Escola de Comunicações e Artes, onde Vlado lecionou.
A sessão que homenageou Vlado com a honraria ocorreu nesta terça-feira, 24, no campus da Cidade Universitária, no Butantã, na zona oeste de São Paulo.
Segundo o Estatuto da USP, o título é concedido “a personalidades nacionais ou estrangeiras que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso das ciências, letras ou artes”.
“Herzog foi um jornalista profundamente comprometido com a comunicação pública, o acesso à informação de qualidade e à defesa dos direitos humanos , além de contribuir de forma significativa para a formação de novas gerações de profissionais da área. A outorga do título é um reconhecimento por sua trajetória destacada na comunicação brasileira, e também um tributo à memória de quem lutou por valores fundamentais como a democracia , os direitos humanos e a liberdade de expressão, princípios que continuam a orientar nossa Universidade”, destaca trecho da fundamentação apresentada pela ECA.
A USP já concedeu 124 títulos de Doutor Honoris Causa desde sua criação há 92 anos. Ano passado, o ex-professor da FAU, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o arquiteto e artista plástico, Sérgio Ferro, foi o homenageado com o tributo.
Guerrilheiro da ALN, a Ação Libertadora Nacional, Ferro também foi preso e torturado pelas forças de repressão da ditadura militar durante os Anos de Chumbo.

Reunião do Conselho Universitário da USP que concedeu o título de Doutor Honoris Causa a Vladimir Herzog Foto: Cecília Bastos/USP Imagens



