Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos entrega certidões de óbito retificadas a familiares de vítimas da ditadura militar
01 de abril de 2026 - 23h16
Da redação
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania entregaram nessa terça-feira, 31, certidões de óbito corrigidas com a verdadeira causa mortis a familiares de 13 presos políticos mortos e desaparecidos pela ditadura militar que nasceram ou morreram na Bahia.
Foram entregues os atestados de óbito do capitão do Exército Carlos Lamarca, de Antônio Carlos Monteiro Teixeira, Célio Augusto Guedes, Dinaelza Santana Coqueiro, Dinaelza Conceição Oliveira Teixeira, José Campos Barrêto, Otoniel Campos Barreto, José Maurílio Patrício, Luiz Antônio Santa Bárbara, Péricles Gusmão Régis, Rosalindo Souza, Sergio Landulfo Furtado e Uirassú de Assis Batista.
A solenidade ocorreu no Salão Nobre da reitoria da UFBA, a Universidade Federal da Bahia, em Salvador, e contou com a apoio do governo do Estado e da Universidade.
Essa é a quarta cerimônia de entrega de certidões de óbito realizada pelo governo federal, e a primeira realizada este ano.
Já foram entregues atestados de óbito em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília.
A retificação dos documentos e a entrega aos familiares das vítimas faz parte das recomendações da Comissão Nacional da Verdade e do Conselho Nacional de Justiça.
Forte do Barbalho
Uma comitiva do Ministério também realizou uma visita técnica ao Forte do Barbalho, em Salvador. O local funcionou como um centro de tortura durante a ditadura militar.
Movimentos de direitos humanos e ex-presos políticos reivindicam que o espaço seja transformado em um memorial em homenagem às vítimas do regime.
Nesta quarta, 1, também ocorreu a 7ª edição da Marcha do Silêncio, organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, em Salvador.



