Extrema direita perde influência em Portugal e Chega é o grande derrotado das eleições municipais
12 de outubro de 2025 - 22h47
Por Lúcia Rodrigues
Depois de uma ascensão meteórica para o parlamento de Portugal, saltando de um deputado para 60, em seis anos, o Chega teve um estrondoso revés nas urnas para as eleições municipais que escolheram os 308 prefeitos de Portugal, neste domingo, 12.
Embora sejam eleições com perfis diferentes, é inegável que o Chega foi o grande derrotado. André Ventura, seu líder, afirmou durante a campanha que o partido ganharia 30 prefeituras.
Conquistou apenas três, uma na Madeira e duas no continente: Entroncamento no distrito de Santarém e Albufeira, no Algarve.
De segunda força política no parlamento nacional, é apenas a quinta, no pleito municipal.
O resultado pífio no Algarve dá a medida da derrota. Se há alguns meses ganhou em praticamente todos os municípios do distrito, desta vez só venceu em Albufeira.
O vencedor da noite é o PSD, Partido Social Democrata, da direita liberal, que conquistou 133 prefeituras, entre elas as duas principais do país: Lisboa e Porto.
O PS, Partido Socialista, perdeu 22 prefeituras em relação às eleições de 2021. Agora os socialistas vão comandar 126 municípios, caindo para a vice-liderança.
Já o PCP, Partido Comunista Português, se manteve como a terceira força política do país em eleições municipais, ao conquistar 12 prefeituras, quatro vezes mais do que o Chega, mesmo tendo perdido sete, em relação às eleições passadas.
O Bloco de Esquerda que já tinha praticamente desaparecido do parlamento nacional, ao só conseguir eleger uma deputada, não conquistou nenhuma prefeitura neste domingo.
O CDS-PP, Nós Cidadãos, Livres e JPP elegeram o restante dos prefeitos.
Em Portugal o voto não é obrigatório. Estavam aptos a votar, mais de nove milhões de eleitores. A abstenção registrada nas urnas ficou em 40,5%.



