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PALESTINA LIVRE

Após deportação, Thiago Ávila, ativista pró-Palestina sequestrado por Israel, chega ao Brasil nesta segunda, 11, às 16h

Thiago Ávila comemora chegada ao Brasil no ano passado, após ter sido preso por Israel quando tentava chegar a Gaza Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

11 de maio de 2026 - 00h52

Por Lúcia Rodrigues

O ativista internacionalista Thiago Ávila, sequestrado em águas internacionais por Israel, em 29 de abril, quando navegava para Gaza, em barco da Flotilha Global Sumud com ajuda humanitária, chega ao Brasil nesta segunda-feira, 11.

O desembarque está previsto para às 16h, no Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Uma recepção está sendo organizada, por companheiros, para recebê-lo.

Ele e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram deportados pelo governo sionista neste domingo, 10, após ficarem presos ilegalmente em prisões do regime mais de uma semana.

Retaliação sionista

A mãe de Thiago, Teresa Regina de Ávila e Silva, faleceu no último dia 5, em decorrência de complicações de um AVC, mas o governo Netanyahu o impediu de participar da cerimônia de despedida.

Durante o período no cárcere, ele e Saif sofreram maus-tratos e humilhações da repressão israelense.

“Vamos abraçá-lo com o sentimento de que a mobilização funciona”, frisa a coordenadora da Frente Palestina de São Paulo, a jornalista Soraya Misleh, ao se referir ao retorno de Thiago ao Brasil.

“Eu disse para ele várias vezes, que como palestinos temos gratidão por ele ter levantado a voz (contra Israel). O bloqueio, que já dura mais de 17 anos, com vários massacres que culminaram no genocídio ainda em curso, destruíram 90% de Gaza”, enfatiza.

A flotilha de ajuda humanitária surgiu justamente nesse momento, como contraponto ao bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, com o lema: “Quando os governos falham, nós navegamos”.

Ato na Paulista

Soraya explica que a Palestina é vítima de uma limpeza étnica que se estende desde a Nakba (catástrofe), em 1948, quando sionistas dizimaram milhares de pessoas.

De acordo com ela, 78% do território palestino sofreu essa limpeza étnica imposta pelas forças de repressão israelenses.

A jornalista defende que o Estado sionista de Israel sofra boicotes, desinvestimentos e sanções dos países, inclusive o Brasil, como resposta aos ataques perpetrados contra os palestinos ao longo de quase oito décadas.

“O Brasil é signatário da Convenção de Prevenção e Combate ao Genocídio”, recorda.

Atualmente há mais de nove mil palestinos presos em cárceres israelenses sendo vítimas de torturas. “Precisam ser libertados e o genocídio ter fim”, enfatiza.

No próximo sábado, 16, a Frente Palestina de São Paulo e várias organizações sociais realizam manifestação em frente ao Masp, o Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista, às 14, para lembrar os 78 anos da Nakba, que ocorreu em 15 de maio de 1948.

O protesto também vai lembrar os 20 anos dos Crimes de Maio, quando a polícia paulista matou mais de 500 pessoas  em menos de 10 dias nas periferias do Estado de São Paulo, em retaliação ao PCC.

Com o mote: “As mesmas armas, uma só luta”, o protesto também quer chamar a atenção para o fato de que boa parte do armamento das forças políciais brasileiras vem de Israel.

 


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