Extrema direita e Centrão ameaçam fim da Escala 6×1, que garante dois dias de folga aos trabalhadores
24 de maio de 2026 - 23h35
Da redação
A discussão sobre o fim da Escala 6×1 entra na reta final na Câmara dos Deputados nesta semana.
Para a tarde desta segunda, 25, está prevista a leitura do relatório sobre o tema na Comissão Especial.
O texto já deveria ter sido lido na semana passada, mas discordâncias do governo Lula em relação à extrema direita e ao Centrão, que querem protelar, inclusive, o prazo para a entrada em vigor da nova jornada em até cinco anos, empurrou o assunto para esta semana.
Antes da leitura do documento, o presidente Lula entra em campo novamente e deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), para tentar evitar que deputados da extrema direita e do Centrão prejudiquem os trabalhadores.
A redução da jornada de trabalho sem cortes nos salários também é defendida por Lula.
A expectativa é de que o texto seja votado na Comissão e em Plenário nesta terça-feira, 26.
Centrais sindicais realizaram atos neste final de semana para pressionar os deputados. Também estão previstas manifestações para esta semana.
Em São Paulo, o ato está marcado para às 17h, em frente ao Masp, na avenida Paulista.

A CUT aposta ainda na mobilização nas redes, e criou a plataforma Na Pressão, para os trabalhadores cobrarem os parlamentares a aprovar os dois dias de folga semanais, sem redução de salários, além da imediata entrada em vigor da nova jornada.
O relator da PEC da Escala 6×1, Leo Prates (Republicanos-BA), quer que a redução da jornada ocorra em até cinco anos.
Pesquisa divulgada, recentemente, aponta que 68% da população apoia o fim da Escala 6×1 já.



