Argentinos convocam ato para frente do Consulado em SP, nesta terça, 24, para protestar contra 50 anos do golpe militar
24 de março de 2026 - 11h21
Da redação
Argentinos de esquerda convocaram uma manifestação para a tarde desta terça-feira, 24, em repúdio ao golpe militar na Argentina que ocorreu há 50 anos.
O protesto está marcado para as 14h, em frente do Consulado do país, localizado na avenida Paulista, 2.313.
A ação marca as cinco décadas de terror imposto pela ditadura militar argentina que sequestrou, torturou, matou e desapareceu com os corpos de suas vítimas nos famigerados voos da morte, que as lançavam no Rio da Plata.
O número de mortos desse crime contra a humanidade é de 30 mil pessoas. Milhares delas engrossam a lista de desaparecidos até hoje.
Os militares também roubaram os filhos das militantes políticas grávidas que eram presas e davam à luz nas masmorras da repressão.
Esses bebês eram entregues a famílias de militares ou amigas deles.
A identidade dessas crianças era adulterada. E eram registradas como filhas dos novos pais.
A estimativa é de que 500 bebês foram roubados de suas mães.
As Avós da Praça de Maio em sua luta incessante já localizaram 140 netos e netas roubados, hoje homens e mulheres adultos.
A denúncia das atrocidades cometidas pelos genocidas fardados começou com um grupo de mães de ativistas presos pela ditadura.
As Madres da Praça de Maio, como ficaram conhecidas, começaram a se reunir todas as quintas-feiras na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede da Presidência da República, em Buenos Aires, para denunciar o desaparecimento dos filhos.
Com seus tradicionais lenços brancos na cabeça percorriam a praça clamando para que os militares dissessem onde estavam seus filhos.
O protesto atraiu a imprensa internacional, a da argentina vivia sob censura, e o mundo soube o que se passava naquele país.
A luta das mães e avós da Praça de Maio prossegue até hoje.
As sobreviventes continuam se reunindo todas as quintas-feiras na Praça de Maio, agora com a presença ampliada por ativistas de movimentos sociais e direitos humanos, exigindo que se faça justiça.
O número de repressores condenados na Argentina gira em torno de 1.200.
O general golpista Jorge Videla morreu no cárcere. Mas ainda falta colocar muitos deles na cadeia.
As Mães e Avós não se dobraram aos generais e não se dobram ao espantalho fascista chamado Javier Milei. Continuam lutando por justiça.




