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LUTA

Funcionários da USP entram em greve nesta terça, 14; reivindicam isonomia na gratificação dada aos docentes pela reitoria

Trabalhadores aprovam greve da categoria por tempo indeterminado, no auditório Milton Santos, no prédio da História e Geografia Foto: Sintusp

11 de abril de 2026 - 08h06

Da redação

Os funcionários da USP entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 14. A decisão foi aprovada por unanimidade na assembleia geral que ocorreu esta semana no campus Butantã.

O motivo da paralisação é a quebra da isonomia nos reajustes salariais e benefícios entre docentes e trabalhadores técnico-administrativos.

Segundo o Sintusp, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, a reitoria ofereceu uma gratificação de R$ 4.500 apenas para os professores, deixando de fora os quase 13 mil funcionários da Universidade.

O valor oferecido aos professores será pago mensalmente durante dois anos, e pode ser prorrogável.

Os trabalhadores querem que o montante equivalente a ser pago aos docentes também seja repassado aos funcionários técnico-administrativos, o que nos cálculos da entidade daria R$ 1.600 para cada trabalhador mensalmente.

Eles também reivindicam que esse valor seja incorporado aos salários e que a reitoria não cobre as horas de pontes de feriados e do recesso de final de ano, como já ocorre com os docentes.

O comando de greve também quer o fim da escala 6×1 para os funcionários terceirizados da Universidade e que esses trabalhadores também tenham direito ao bilhete único especial nos ônibus circulares da USP.


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