Psicanalistas lançam livro em cemitério de SP que remete à memória dos desaparecidos políticos da ditadura
13 de novembro de 2025 - 11h39
Da redação
O livro Antígona Nome (Im)próprio dos psicanalistas Ana Laura Prates e Marcos Barbai, que tem como pano de fundo a leitura do psicanalista francês Jacques Lacan sobre a tragédia grega, escrita por Sófocles, em que Antígona desafia o tirano Creonte para poder sepultar seu irmão Polinices, remete às vítimas da violência de Estado no Brasil.
A publicação da Larvatus Prodeo Editora será lançada neste sábado, 15, às 14h30 na Capela do Cemitério da Consolação, na região central da capital paulista.
A autora Ana Laura explica que o livro remete à memória dos desaparecidos políticos da ditadura militar que lhes negou o direito a uma sepultura.
“Tem uma relação direta com a questão dos desaparecidos, vítimas da violência de Estado”, frisa ao se referir à importância da memória e do direito à lápide”.
Ela explica que a escolha por um cemitério para o lançamento do livro ocorreu devido ao simbolismo que representa.
A presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora Eugênia Gonzaga, fará uma intervenção sobre memória e justiça no lançamento.
O representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Fábio Franco, também é aguardado no evento, que terá ainda uma leitura dramática e apresentação musical.
Ana Laura antecipa que a ideia é realizar atos com esse contexto histórico em outros cemitérios da cidade.
No Cemitério da Consolação estão enterrados os restos mortais dos ex-presos políticos e combatentes da ALN, a Ação Libertadora Nacional, Carlos Eduardo Pires Fleury e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo.

Fac-símile da capa do livro



