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RECONHECIMENTO

Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro premia Mulheres Guerreiras na sede da ABI

Clarice Herzog, cientista política e viúva do jornalista, Vladimir Herzog, é uma das homenageadas Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

11 de dezembro de 2025 - 02h40

Da redação

A ABI, a Associação Brasileira de Imprensa, será o palco da premiação Mulheres Guerreiras realizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ), nesta quinta-feira, 11, às 18h, no centro da capital carioca.

Cinco mulheres serão homenageadas na edição 2025.

Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, Dilma Vieira, viúva do desaparecido político Mário Alves, Ivanilda Veloso, viúva do desaparecido político Itair José Veloso, Synésia de Carvalho Bonfim, viúva do desaparecido político Orlando Bonfim Jr. e Nívia Raposo, mãe de Rodrigo Raposo, assassinado pela milícia, em 2015, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O objetivo da premiação segundo Cecília Coimbra, diretora do GTNM-RJ, é dar visibilidade à luta dessas mulheres. “Queremos visibilizar essas mulheres, essa resistência que nunca está no palco da história, que está sempre atrás.”

“É importante conhecer quem foram essas mulheres, a força que elas tiveram não só para apoiar a militância dos maridos, companheiros, irmãos, filhos. Mas também a coragem de continuar na luta, resistindo e exigindo que essa história possa ser contada e conhecida por toda a sociedade brasileira”, enfatiza.

Cecília explica que a premiação foi concebida para homenagear mulheres que resitiram à ditadura militar e as que resistem à violência atual. “As mães que perdem seus filhos agora.”

A premiação também vai celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, que ocorreu nessa quarta, 10, e rechaçar o AI-5, o Ato Institucional mais perverso da ditadura militar, decretado no dia 13 de dezembro de 1968.


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