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MEMÓRIA

USP homenageia estudantes da Geologia perseguidos pela ditadura militar

Detalhe da fachada do prédio de Geologia Foto: Instituto de Geociências da USP

02 de dezembro de 2025 - 06h52

Da redação

A USP (Universidade de São Paulo) vai homenagear os estudantes de Geologia perseguidos pela ditadura militar, Ronaldo Mouth Queiroz e Sidney Fix Marques dos Santos, nesta sexta-feira, 5, às 14h.

A solenidade vai ocorrer no pátio do Instituto de Geociências, localizado na rua do Lago, 562, na Cidade Universitária, no Butantã.

Queiroz e Fix foram obrigados a abandonar o curso em função da perseguição empreendida pela ditadura militar contra opositores do regime.

Queiroz era da ALN, a Ação Libertadora Nacional, e foi fuzilado pela repressão, em 1973, na avenida Angélica, zona oeste da capital paulista.

Ronaldo Mouth Queiroz Foto: Memorial da Resistência

Fix era dirigente do PORT, o Partido Operário Revolucionário Trotskista, se exilou com a companheira em Buenos Aires, na Argentina, em 1972, e desapareceu em 1976.

Seu desaparecimento foi reconhecido pelos órgãos de direitos humanos e justiça argentinos e registrado na Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas, a Conadep.

Sidney Fix Marques dos Santos Foto: Memorial da Resistência

Nesta sexta, familiares recebem o diploma honorífico que concede o título de Geólogo a Sidney Fix Marques dos Santos.

O diploma de Queiroz foi entregue a amigos, em dezembro de 2023, e posteriormente doado ao Cepege, o Centro Acadêmico da Geologia, porque seus familiares já haviam falecido.

Em abril deste ano, o Cepege também deu o nome de Mouth Queiroz à entidade estudantil.

Agora, sua certidão de óbito com a causa mortis corrigida pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos também será entregue ao Centro Acadêmico para que integre seus arquivos, por Adriano Diogo, amigo de Queiroz e ex-presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo.

No documento corrigido se lê: “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política por regime ditatorial instaurado em 1964”.


Comentários

JESUS GERALDES LIMA

02/12/2025 - 13h46

Deviam estar lembrando dos aposentados do INSS prejudicados recentemente, e não dos fatos do século passado, que já foram mais que debatidos. Deviam estar lembrando e combatendo a atual ditadura do STF. Mas para isso ficam caladinhos!

João Carlos

02/12/2025 - 23h06

Enquanto o Brasil não parar com esse mimimi sobre ditadura, o País não vai pra frente, ja passou, já encheu o saco essa balela.
Quem entra numa luta pode ganhar ou perder, perderam.
Perdeu também o Brasil, porque os Militares entregaram o poder pra esses civis, olha no que deu, isso que nós temos hoje, uma bosta.

Ed Nezer

03/12/2025 - 08h23

Acho que faltou, a bem da verdade histórica, após “dissidente política” um ARMADA e IDEOLOGICAMENTE PRÓ DITADURA DO PROLETARIADO. Fora isso a frase está muito bem construída, inclusive com um identitário “população identificada”. Ah, talvez tenha faltado “que lutavam pela liberdade dos povos…”

PAULO FERNANDES

03/12/2025 - 09h23

E você, com sua fala, quer a volta dos torturadores estupradores de mulheres grávidas e assassinos como o ustra, ídolo do MONSTRO com “histórico de atleta” que MATOU 700 MIL PESSOAS?

Enos Nobuo Sato

03/12/2025 - 10h12

Caro Jesus, comentário impertinente e idiota só denota a sua ignorância histórica em relação ao Brasil e a geologia!

Paulo Cesar Cassio Demico

03/12/2025 - 11h08

“Deixem que os mortos sepultem seus próprios mortos”.

Maria do carmo Pina

03/12/2025 - 12h11

Grande homenagem aos estudantes e outros brasileiros perseguido pela ditadura militar. Generais cheio de ódios naquela época. Muitos foram mortos, perseguidos,torturados por essa raça maldita. Meu pai foi preso político. Somos perseguidos até hoje. E o roubo do INSS está sendo devolvidos aos aposentados e pensionistas. Graças ao Presidente Lula sempre limpando a sujeira que a direita rouba e joga debaixo do tapete. Ditadura nunca mais. Chega.

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