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PELA AUTODETERMINAÇÃO

Manifestação em Brasília apoia independência do Saara Ocidental, última colônia na África

Mulheres saarauÍs participam de manifestação pela independência do país Foto: Divulgação

30 de outubro de 2025 - 09h49

Da redação

Uma vigília em defesa da autodeterminação do povo saarauí e pela independência do país, a última colônia do continente africano, está marcada para esta quinta, 30, às 18h, em frente ao prédio da ONU no Setor de Embaixadas Norte, em Brasíla.

O protesto organizado pela Associação de Solidariedade e pela Autodeterminação do Povo Saarauí denuncia mais uma agressão contra a população saarauí que está sendo preparada pelos Estados Unidos.

Um projeto de resolução apresentado pela Casa Branca e que aperta ainda mais o torniquete contra os saarauís será analisado pelo Conselho de Segurança da ONU, provavelmente até esta sexta-feira, 31.

O Saaha Ocidental, localizado no noroeste do continente africano, na região do Magrebe, e com área territorial um pouco menor do que o Estado do Tocantins, foi colônia da Espanha até 1975. Desde então está sob domínio do reino de Marrocos, que reprime sua população com mão de ferro.

Nesta sexta, termina o Mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo (Minurso), criado em 1991, e que tinha como principal atribuição organizar o referendo em que os saarauís poderiam se manifestar sobre sua autodeterminação e optar pela independência de Marrocos.

Até hoje a ONU não conseguiu resolver o conflito. Mas o que não é bom, pode se tornar ainda pior. Pela proposta dos Estados Unidos, tradicional aliado de Marrocos, o papel de mediador direto da ONU passaria para Washington.

A Frente Polisario, movimento revolucionário que estabeleceu a República Árabe Saarauí Democrática (Rasd), em 1976, já antecipou que não pretende acatar a proposta, caso venha a ser chancelada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Sonia Hypólito, diretora da Associação organizadora do ato desta quinta, frisa que é preciso divulgar a resistência do povo saarauí no Brasil.

“É uma luta que não é muito conhecida, não é muito divulgada. A vigília é justamente (para dar visibilidade), porque o Conselho de Segurança da ONU vai discutir se aceita a proposta feita pelos Estados Unidos e Marrocos. E eles não querem a libertação (saarauí)”, enfatiza.


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