Movimentos de Moradia assinam contrato com governo Lula para construção de 800 unidades em SP
27 de novembro de 2025 - 12h14
Da redação
O governo Lula, por meio da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, assina contratos com organizações populares ligadas à União de Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP), para a construção de 794 unidades habitacionais por autogestão pelo programa Minha Casa Minha Vida Entidades.
O contrato será firmado nesta quinta-feira, 27, às 19h, no Centro Pastoral São José, e irá beneficiar famílias de baixa renda que recebem mensalmente até R$ 2.850.
Serão construídos 700 apartamentos no Parque São Rafael, na zona leste da capital paulista, geridos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1, e 94, na Vila Monumento, região do centro expandido da cidade, coordenados pela Unificação das Lutas de Cortiço e Moradia (ULCM).
Nenhuma edificação será erguida por construtoras.
As unidades Jerônimo Alves, Dorothy Stang e Martin Luther King, no Parque São Rafael, serão construídas em terrenos contíguos. Veja ilustração.

Maquete dos 700 apartamentos que serão construídos no Parque São Rafael
As famílias vão se responsabilizar pela contratação de trabalhadores para a execução das obras, pela compra do material necessário, além de atuarem em regime de mutirão aos finais de semana.
“É a prova de que a comunidade organizada, o movimento popular organizado têm a capacidade de fazer a gestão de recursos públicos e produzir moradias com qualidade muito superior das que são feitas pelo mercado”, destaca Evaniza Rodrigues, líderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto da Leste 1 e da UMM.
As 94 unidades da Vila Monumento serão construídas após a demolição de um prédio que pertencia ao INSS e era ocupado há mais de uma década pelas famílias.
“Nós apostamos nos movimentos organizados e na coletividade. Na Vila Monumento também será feita a gestão da obra e dos recursos públicos”, ressalta Sidnei Pita, coordenador da UMM.



