Brutalmente torturado pela ditadura militar, Frei Tito completaria 80 anos nesse domingo
15 de setembro de 2025 - 19h39
Da redação
O frei dominicano Tito de Alencar Lima completaria 80 anos nesse domingo, 14, se não tivesse tido a vida abreviada em função das brutais torturas físicas e psicológicas que sofreu nas mãos do temido delegado do Dops, Sérgio Paranhos Fleury.
Cearense de Fortaleza, Tito era o caçula de 11 irmãos. Militou na Juventude Estudantil Católica e tornou-se vice-presidente da Ubes, a União Brasileira dos Estudantes.
Em 1967, foi ordenado frade pela Ordem dos Dominicanos. Cursou Filosofia na USP da rua Maria Antonia. E mergulhou de cabeça no movimento estudantil.
Foi preso pela primeira vez em 1968, acusado pela ditadura de ter alugado o sítio onde foi realizado o 30° Congresso da UNE, a União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna, no Estado de São Paulo.
Base de apoio da ALN, a Ação Libertadora Nacional, seria preso novamente em 1969 com outros dominicanos, no cerco que a repressão fechava contra o comandante da Organização, Carlos Marighella, que seria executado em 4 de novembro daquele ano.
Banido do país em 13 de janeiro de 1971, na troca pelo embaixador suíço, Giovanni Enrico Bucher, seguiu para o Chile com mais 69 presos políticos libertados pela ação guerrilheira que capturou o diplomata.
Dali, Tito seguiu para a França. Mas Fleury continuou atormentando sua mente. Pôs termo à vida em 10 de agosto de 1974.



