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GUERRILHA DIGITAL

Castro Rocha se inspira em Marighella ao defender estratégia para enfrentar extrema direita nas redes

O comandante da ALN, Carlos Marighella Foto: Reprodução

28 de março de 2026 - 08h40

Por Lúcia Rodrigues

O professor de Literatura Comparada da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), João Cezar de Castro Rocha, defende a criação de um Minimanual do Guerrilheiro Digital para enfrentar a extrema direita nas redes sociais.

Ele se inspira em Carlos Marighella, comandante da ALN, a Ação Libertadora Nacional, principal organização de combate à ditadura militar, e autor do Minimanual do Guerrilheiro Urbano, lançado em 1969, para orientar o enfrentamento à ditadura militar. Clique aqui para ler o livro.

“Carlos Marighella pensou o mundo contemporâneo sem sabê-lo. Porque pensava em uma organização não vertical, mas horizontal composta por células que não teriam entre elas uma intercomunicação, que partilhariam determinados princípios e agiriam em comum, sem, no entanto, possuir um direcionamento vertical, dominante, sem possibilidade de questionamento”, frisa.

Castro Rocha ressalta que a estratégia traçada por Marighella era voltada à luta assimétrica: a guerrilha contra o exército.

E considera que, assim como nos Anos de Chumbo, vivemos uma guerra assimétrica, onde um exército regular precisa ser enfrentado com uma estratégia de guerrilha.

“No mundo digital, nas redes sociais, nós estamos do lado da guerrilha. Nós estamos numa luta assimétrica contra as plataformas e contra a operação do algoritmo, que sempre torna a nossa visibilidade restrita e favorece a visibilidade da extrema direita. No entanto, podemos reagir”, enfatiza.

Assista a seguir o vídeo em que ele fala sobre isso.


Comentários

Reinaldo Guarany

30/03/2026 - 08h22

Cara, querer enfrentar o fascismo nas redes sociais é mais suicidio que o que o nosso nos anos 60-70, quando entre mil e dois mil guerrilheiros em todo o país enfrentamos 230 mil homena das FFAA. Há alguns anos, uma velhota neta do marechal Pires da Fonseca, imitou com os dedos a digitação em celular.

O fascismo conta com milhares de robôs e uma estrutura que vai além das fronteiras do Brasil.

Essa proposta só não e mais covarde do que a do presidente do PT, Edinho Silva, conclamou a militância a policiair outdoors e mensagens do fascismo para que o PT os processe, em vez de partir para o ataque.

A chance do campo progressista contra o fascismo é TOMAR AS RUAS, partir para o embate.

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