Lula participa de encerramento da Conferência de Direitos Humanos, em Brasília
13 de dezembro de 2025 - 01h54
Da redação
Com o tema Por um Sistema Nacional de Direitos Humanos: consolidar a democracia, resistir aos retrocessos e avançar na garantia de direitos para todas as pessoas terminou nesta sexta-feira, 12, em Brasília, a 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos.
Durante três dias, mais de 1.400 participantes, dentre eles 888 delegados representantes dos 26 estados da federação e do Distrito Federal debateram propostas e construiram consensos. Ao final, foram aprovadas 18 propostas prioritárias para aperfeiçoar o Sistema Nacional de Direitos Humanos.
Votadas em plenário, as proposições foram organizadas em seis eixos temáticos: Enfrentamento das violações e dos retrocessos; Democracia e participação popular; Igualdade e justiça social; Justiça climática, meio ambiente e direitos humanos; Proteção dos direitos humanos no contexto internacional; Fortalecimento da institucionalidade dos direitos humanos.
A desmilitarização da polícia e a criação de uma nova comissão nacional da verdade para investigar as violações cometidas por agentes do Estado entre os anos de 1935 e 1990 foram duas das propostas aprovadas na Conferência realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal.
A criação de um sistema nacional de memória, verdade, justiça e reparação e a transformação dos centros de tortura da ditadura em espaços de memória, assim como a busca pelos restos mortais dos desaparecidos políticos e a garantia de acesso aos arquivos militares e empresariais que deram suporte à ditadura também estão dentro do escopo das resoluções aprovadas.
O presidente Lula participou do encerramento da Conferência. E destacou em seu discurso a importância da mobilização social.
“Construir qualquer política que proteja pessoas é sempre difícil. Destruir, basta eleger alguém que não presta. O que leva anos para ser construído, pode ser derrubado em um minuto”, frisou.
Ele também ressaltou que, este ano, o Brasil saiu do mapa da fome da ONU, a Organização das Nações Unidas.



