Movimentos sociais participam de barqueata na Cúpula dos Povos, em Belém, por justiça climática
11 de novembro de 2025 - 05h01
Da redação
Mais de 200 embarcações com representantes de 60 países são aguardadas para a barqueata dos movimentos sociais que participam da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP 30, em Belém, no Pará.
A manifestação, que vai ocorrer na manhã desta quarta-feira, 12, irá percorrer os rios que contornam a cidade Belém, sede dos dois fóruns de debates.
Os ativistas vão denunciar a contaminação dos rios e das áreas costeiras provocadas por lançamentos de produtos químicos nas águas e pela exploração mineral, que impactam diretamente na vida de pescadores e ribeirinhos.
Parte dos barcos que vão integrar a barqueata vieram de outras cidades do Brasil e de outros países.
Entre essas embarcações está a Caravana da Resposta, que percorreu mais de três mil quilometros entre Sinop, no Mato Grosso, e Belém, com mais de 300 lideranças indígenas a bordo, entre elas o cacique Raoni.
Organizada pela Aliança Chega de Soja, a Caravana refez o corredor de escoamento da soja, para denunciar os impactos do agronegócio sobre a vida das pessoas.
O protesto também vai denunciar as condições precárias de moradia, ao percorrer a área de palafitas que não contam com saneamento básico.
Movimentos de moradia
Sem moradia digna, não há justiça climática.
Com esse mote, a União Nacional por Moradia participa nesta terça-feira, 11, às 18h, da plenária da Plataforma Mundial de Direito à Cidade, na Cúpula dos Povos.
O objetivo além da troca de experiências com movimentos de todas as partes do mundo é fazer a articulação política, para traçar estratégias que garantam o avanço na luta por moradia.
A entidade atua na área de favelas, cortiços, mutirões, ocupações e loteamentos e está organizada em mais de 20 estados da federação.



