Comissão de DH da OAB-SP quer saber quem determinou invasão da PM à reitoria da USP
11 de maio de 2026 - 11h40
Da redação
A Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, a Ordem dos Advogados do Brasil – seção São Paulo, cobra apuração para saber quem determinou a invasão da reitoria da USP pela Polícia Militar, que ocorreu na madrugada deste domingo, 10. A entidade afirma que a Universidade não deve ser tratada como caso de polícia.
Imagens registradas pelos estudantes em greve que estavam acampados dentro da reitoria mostram cenas da selvageria praticadas pela PM, que apontou armas para os alunos, além de espancá-los com cassetetes e usar bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para expulsá-los do local, ferindo vários e prendendo quatro.
“Diante da gravidade dos fatos, a CDH/OAB-SP solicitará a apuração imediata da operação, com esclarecimento sobre quem determinou a ação, quais protocolos foram adotados e qual foi a cadeia de comando”, diz trecho divulgado em rede social pela entidade.
A representação dos advogados também afirma que vai solicitar “a preservação de imagens, registros, comunicações internas e documentos relacionados à desocupação, além da apuração de eventuais abusos, excessos ou violações de direitos humanos”.
E reforça: “A Universidade é espaço de pensamento crítico, liberdade de manifestação, participação política e diálogo democrático. Conflitos estudantis devem ser tratados com mediação, transparência e respeito aos direitos fundamentais”.
“A violência não pode substituir o diálogo. A autonomia universitária deve ser respeitada. Nenhuma ação estatal pode estar acima da Constituição”, conclui.
Leia a seguir a íntegra da nota divulgada.
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