Iphan vai analisar pedido de tombamento do Presídio do Hipódromo onde presos políticos foram trancafiados pela ditadura
02 de junho de 2026 - 18h48
Por Lúcia Rodrigues
O Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vai analisar o pedido de tombamento emergencial do Presídio do Hipódromo, que abrigou presos políticos durante a ditadura militar.
Em ofício encaminhado na última sexta-feira, 29, à vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP), que encabeça a solicitação movida por entidades de direitos humanos, o superintendente do órgão em São Paulo, Danilo de Barros Nunes, informa que será analisada a pertinência do tombamento emergencial do presídio.
“Se o tombamento emergencial for aceito, o presídio fica protegido, como se estive tombado, até sair a decisão final. A demolição fica parada enquanto o processo corre”, enfatiza a advogada e ex-presa política, Cida Costa, que ficou detida no local durante a ditadura militar.
Ela explica que a preservação do Presídio do Hipódromo, localizado no Brás, no centro da capital paulista, segue o trâmite legal. “Com uma análise técnica e jurídica. O ofício garante que o pedido não vai ficar parado na gaveta, e trava a demolição. Esperamos que o tombamento prevaleça”, reforça.
Na semana passada, a 10ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo já havia suspendido a autorização para a demolição do antigo Presídio do Hipódromo.
A ação movida também pela vereadora Amanda Paschoal e pelos ex-presos políticos Ivan Seixas, Amelinha Teles, Maurice Politi e a historiadora e professora da Universidade do Estado de Minas Gerais, Janaína de Almeida Teles, foi acatada pela juiza Maricy Maraldi.
Em sua decisão, ela determinou que a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento da Prefeitura de São Paulo não receba, não autue e não dê andamento a nenhuma solicitação que requeira a demolição do antigo Presídio do Hipódromo, até o trânsito em julgado da ação.
Confira algumas fotos do interior do Presídio do Hipódromo atualmente.






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